Comportamento
Empreendedor transforma persistência em bom negócio
Depois de abrir e fechar duas casas noturnas em Goiânia, empreendedor ‘aprende com os próprios erros’ e inicia um novo negócio
Patrícia Masan
Vida noturna em Goiânia proporciona bons negócios para o empresário Cristiano Calamash
Goiânia - Em alguns casos, não identificar os momentos certos para transformações pode desencadear um processo de colapso, que culminará no fim de um negócio. Foi isto que aconteceu com o empresário Cristiano Calamash, que trabalha há 14 anos nas noites goianienses. No período de onze anos, ele abriu e fechou duas casas noturnas em Goiânia (GO). Mesmo assim, ele não desistiu de fazer o que gosta. Deu a volta por cima e hoje colhe bons frutos com seu novo empreendimento – a Club Fiction, que funciona há dois meses e emprega 40 pessoas entre diretos e terceirizados.
Cristiano conta que começou a trabalhar cedo, com 19 anos, administrando empreendimentos do seu pai. Mas a vontade de ter o seu próprio negócio falou mais alto. "Na época, pedi um 'paitrocínio' para montar a Casa Nostra, a minha primeira casa noturna, em 1993. Percebi que faltava um espaço voltado para um público alternativo que gosta de rock dos anos 80 e Reggae. A casa deu tão certo que, em duas semanas de funcionamento, já tinha dado lucros suficientes para devolver o capital investido pelo meu pai", afirma.
Assim com o sucesso alcançado pela Casa Nostra, em 1999, Cristiano decidiu dar mais um passo empreendedor: montou a Pulse, a primeira boate goiana com foco em música eletrônica. Seu segundo negócio também foi um sucesso. Porém, após um ano, ele percebeu que estava disputando mercado com ele mesmo. "Com o funcionamento da Pulse, tive que fechar a Casa Nostra. Acredito que o empreendimento só durou sete anos porque entendi que o público das minhas duas casas era o mesmo, e a cidade não comportava. Dessa forma, apostei em continuar com a Pulse", revela o empresário.
A Pulse funcionou até 2004. Para o empresário, duas foram as principais causas do fechamento: erro de planejamento e o surgimento de uma nova lei municipal que regulamenta a quantidade de decíbeis permitidos em bairros residenciais. "Estava tendo muitos problemas com a Prefeitura. Então, mesmo com a casa cheia, tive que fechar. Foi muito difícil", revela. A partir de então, Cristiano continuou trabalhando na noite goianiense como promotor de eventos. Ele é responsável pelas festas itinerantes XXXperience e Geroki.
Mas a vontade de voltar a ter uma casa noturna fez com que o empresário não desistisse. "Fiquei um ano planejando a abertura da minha nova casa. Pensei nos mínimos detalhes. Procurei informações sobre tudo que tinha de melhor. Encontrei a localização ideal e agora estou muito feliz. Acredito que o segredo é fazer o que se gosta e se especializar naquilo que você considera ser bom".
Serviço:
Club Ficton - (62) 3541-0429
Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás) - (62) 3250-2268
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